domingo, 26 de fevereiro de 2012


Suspense com Daniel Radcliffe tem novo trailer



Após o fim da série Harry Potter, Daniel Radcliffe tenta se firmar de vez na constelação de Hollywood sem depender exclusivamente do jovem bruxo criado por J.K. Rowling. Sua primeira tentativa é com o suspense A Mulher de Preto, onde interpretará um personagem bem diferente daquele que o público está acostumado a ver.

No filme Radcliffe será um jovem advogado, que precisa ir até um pequeno vilarejo para regularizar documentos para um cliente. Lá ele passa a ter estranhas visões na casa onde está hospedado, sendo envolvido em uma grande vingança.

Logo abaixo você pode conferir o segundo trailer do longa-metragem, com pouco mais de um minuto de duração. Sem contar muito da história, o vídeo investe no clima sombrio e de estranhamento que vive o personagem principal.

Nos Estados Unidos A Mulher de Preto estreará em 3 de fevereiro de 2012. Já o público brasileiro precisará aguardar até 4 de maio para conferi-lo nos cinemas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

ESTREIA – ‘A Mulher de Preto’: Critica, fotos, clipes, trailers…

Nas histórias de terror não tem emprego pior que procurador, advogado ou escriturário. Como Jonathan Harker aprendeu em Drácula, é meio caminho para ver-se sozinho e indefeso em imóveis mal assombrados – porque mesmo os castelos da Trânsilvânia precisam estar com a papelada em dia, afinal.

Em A Mulher de Preto (The Woman in Black), Daniel Radcliffe faz o jovem advogado e pai viúvo Arthur Kipps, cujo emprego está por um fio desde que a morte de sua esposa o desestabilizou emocionalmente. Ele precisa viajar para um fim-de-mundo no interior da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido, dono de uma mansão. A mulher de preto do título é o espírito maligno que Kipps encontra no vasto terreno, ora abandonado.

Dos longas que a Hammer Films – produtora britânica conhecida por seus terrores góticos na metade do século 20 – realizou desde que voltou sob nova direção em 2008, como Deixe-me Entrar e A Inquilina, A Mulher de Preto é o que mais se aproxima da estética e dos temas consagrados da Hammer. Talvez venha daí a impressão de que seja um filme à moda antiga, preocupado não só com a direção de arte sinistra e com sustos de vultos, mas principalmente com a atmosfera.

Há poucos lugares mais propícios a um terror gótico do que o interior e o litoral da Inglaterra. Cotterstock Hall, a casa onde o filme se passa, que fica em Oundle, Northamptonshire, foi construída em 1658 e não parece ter mudado muito ao longo desses séculos – e o mesmo vale para os arredores. A Mulher de Preto se passa na era eduardiana, nos anos 1900, mas a produção deve ter mexido pouco na paisagem para recriar esse cenário de época.

Outra constante desse tipo de filme é o choque de comportamento; o protagonista quase sempre é da cidade grande – no caso de Arthur Kipps, Londres – e, por extensão, olha com ceticismo para as crendices místicas da “gente do campo”. Não é difícil antever que A Mulher de Preto seguirá o receituário clássico, com Arthur Kipps tendo a lógica como única arma contra o inexplicável.

O diretor James Watkins faz um trabalho decente ao contextualizar A Mulher de Preto dentro dessa linhagem do terror, que tem na melancolia dos personagens o seu traço mais marcante. Os terrores góticos em geral, e os da Hammer em particular, não encaram o sobrenatural com surpresa, mas com resignação – como se questionar o destino, por pior que ele seja, fosse tão absurdo quanto questionar os direitos da realeza.

No fundo, embora exista esse aparente comodismo, é o rancor contra a aristocracia que move o subgênero. Não por acaso a Hammer prosperou com o terror gótico na Inglaterra pobre do pós-guerra, e não por acaso os “heróis” do gênero são esses eficientes burocratas que questionam posse e propriedade. É como se uma maldição à altura de sua ostentação fosse o castigo merecido dos ricos.

A maior qualidade de A Mulher de Preto – um filme de direção meio frouxa, com um Daniel Radcliffe esforçado – é perceber e retransmitir essa melancolia e esse rancor que surgem com a estagnação social.

Por: Marcelo Hessel do Omelete Nota 03/05 BOM

A Mulher de Preto (The Woman in Black)

Reino Unido , 2012 – 95 minutos Terror

Direção: James Watkins

Roteiro: Jane Goldman, Susan Hill (romance)

Elenco: Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Daniel Cerqueira, Janet McTeer, Sidney Johnston, Tim McMullan, Cathy Sara










A Mulher de Preto: terror à moda antiga ainda assusta nos dias de hoje

 Em seus anos áureos, a Hammer realizou grandes obras de terror, sempre lançando mão de talentos como Christopher Lee e Peter Cushing, moldando todo o gênero. Portanto, é mais do que natural que este “A Mulher de Preto” tente resgatar um pouco do senso clássico desta vertente cinematográfica tão adorada.

E, até certo ponto, trata-se de uma verdadeira fita de horror à moda antiga, contando mais com sua ambientação e com o clima para envolver o público em uma atmosfera tensa, sem jamais apelar para o choque barato para causar alguma reação em sua audiência.

Baseado no livro homônimo de Susan Hill e adaptado por Jane Goldman, o filme se passa na Inglaterra do século XIX, se utiliza levemente de alguns elementos espíritas e apresenta o jovem advogado Arthur Kibbs (Daniel Radcliffe), cuja vida está sem rumo após a perda de sua esposa.

Tentando salvar sua carreira e o futuro de seu filho, Arthur recebe a missão de cuidar do espólio de uma velha cliente de seu escritório, cujos bens incluem uma mansão isolada em um lugarejo inglês. No entanto, Arthur encontra uma inesperada resistência local à venda do imóvel e, com a ajuda de seu amigo Samuel Daily (Ciarán Hinds), tenta desvendar o terrível segredo que cerca aquela cidade.

Sem sombra de dúvidas, o maior chamariz para o público jovem é a presença no elenco de Daniel Radcliffe, astro da franquia “Harry Potter”. Aqui, Radcliffe lida com sentimentos que lhe cercaram na já encerrada saga, como perda, morte e luto. Obviamente, o lado psicológico de seu personagem ganha mais destaque, com o ator jamais decepcionando. Sentimos a todo instante o peso que Arthur carrega em suas costas e a dúvida (e esperança) que carrega em relação à possibilidade de vida após a morte.

Radcliffe surge com uma expressão constantemente carregada e somente encontra algum alento quando está na presença de seu filho, o que acontece durante pouco tempo durante a projeção. O ator parece ser um tanto jovem hoje em dia para ter um filho de quatro anos, mas tal fato, para a época na qual a história se passa, era absolutamente normal.

O protagonista também possui uma ótima química com o competente Ciarán Hinds, seu racional amigo e único aliado em sua tarefa em descobrir qual o mistério daquela mansão cercada por pântanos. É interessante notar como a relação quase paternal entre os dois evolui, sendo este um dos elementos mais curiosos em cena.

O imóvel é um personagem à parte na película, graças a uma bem cuidada direção de arte e de uma fotografia que investe em tons escuros, mas que jamais torna impossível a exploração dos quadros pelo espectador. Destarte, o casarão ganha uma personalidade sinistra bastante peculiar. A sensação de isolamento que Arthur sente toda vez que se aventura por lá é ressaltada por ótimos travellings que ilustram muito bem como o lugar é praticamente uma ilha.

Em seu segundo trabalho como realizador, a grata surpresa vem do diretor James Watkins. A despeito de eventualmente ceder à tentação de acentuar uma cena mais assustadora com a trilha sonora, o cineasta percebeu que a fita requer um trabalho mais atmosférico. Notem como a névoa que vemos em dados pontos da projeção dão um bastante apropriado ar etéreo às figuras que surgem na tela.

Além disso, o diretor demonstra inteligência e alguma sutileza ao não colocar como destaques óbvios certos elementos-chave de determinados quadros, sabendo conduzir bem a audiência ao estado de tensão sem esfregar o perigo em seus rostos. Afinal, o maior medo que uma pessoa pode ter é daquilo que não sabemos exatamente se está lá ou não.

Mesmo com um desfecho um tanto quanto abrupto, mas na melhor tradição da Hammer, “A Dama de Preto” é um filme de terror que honra o seu DNA, contando com atuações competentes e uma estética perfeita para o que se propõe.
Em cartaz – A Mulher de Preto


Ao chegar a Atlanta para transmitir o Oscar, a primeira coisa que fiz foi ver A Mulher de Preto, que está em cartaz aqui (felizmente há um multiplex a dois passos do Hotel Twelve) e que não deu tempo para ver em pré-estreia no Brasil. E sabe que gostei?! Tinha ficado fã do Daniel Radcliffe quando o vi na Broadway fazendo o musical Como Vencer na Vida sem Fazer Força, com muita garra e eficiência e depois assistindo a uma apresentação leilão que fez para o público. Achei que ele tinha simpatia e talento. Este é o primeiro filme que ele fez depois de acabar a série Harry Potter e, curiosamente para a antiga Hammer, a produtora de filmes de terror que renasce das cinzas (com a nossa nostalgia). Parece que o romance que o inspirou é muito famoso na Inglaterra e já inspirou uma peça de teatro que volta constantemente ao cartaz e também uma versão musical mal sucedida de Andrew Lloyd Webber.
Nada, porém, resolve o problema básico: Daniel é novo demais para fazer o personagem. Em momento nenhum consegue fazer esquecer que não tem porte, tipo, experiência ou cara para viver um homem viúvo com um filho de uns cinco anos. Ainda mais com problemas para manter o emprego em uma firma de advocacia. Bem que poderiam ter ajustado a história para ele, mudando alguma coisa. Mas, do jeito que ficou, dá a impressão de o ator estar numa montagem de teatro de escola, sempre com a mesma expressão de olhos arregalados, sem qualquer variação ou direção. Ao menos um certo pavor, medo ou susto ele podia registrar. Mas nada disso.


Apesar disso, o filme é uma história de fantasma daquelas bem tradicionais, à moda inglesa, mais explícita do que em Os Inocentes. Aqui não há apenas um fantasma, mas vários e a trama é bem amarrada, começando pela casa mal assombrada que fica numa ilha no meio de um pântano (tem uma estrada de terra que chega até lá, mas é coberta de tempos em tempos pela maré, deixando-a isolada com frequência). Na história, Daniel vai para o interior recolher papéis nesta casa mas já é muito mal recebido pela população que o rejeita e trata mal (quando a lógica seria lhe explicar tudo, mas então não teríamos o suspense). Com a ajuda de um homem rico (Ciaran Hinds) e sua mulher tresloucada (a ótima Janet McTeer, de Albert Nobbs) – eles perderam um filho – aos poucos o herói vai descobrindo que uma senhora viveu na mansão. Ela se vestia sempre de negro e agora aparece na janela, no cemitério e assim por diante. O moço tem a capacidade de ver o fantasma sem saber que isso representa mais mortes e tragédias.
Não é bom contar muito mais, mas o filme é bem eficiente, com vários sustos e bastante interessante. Tem uma direção de arte curiosa, com brinquedos de corda antigos e autênticos. O longa não tem apelações e sua conclusão é um pouco diferente daquilo que se costuma esperar. Uma pena que Daniel não tenha conseguido encontrar o tom, porque o filme é correto, não está indo mal de bilheteria nos Estados Unidos e pode ter seu público.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Daniel Radcliffe estrela o primeiro terror gótico da nova Hammer

A Mulher de Preto
The Woman in Black 
Reino Unido , 2012 - 95 minutos 
Terror

Direção: 
James Watkins

Roteiro: 
Jane Goldman, Susan Hill (romance)

Elenco: 
Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Daniel Cerqueira, Janet McTeer, Sidney Johnston, Tim McMullan, Cathy Sara

Nas histórias de terror não tem emprego pior que procurador, advogado ou escriturário. Como Jonathan Harker aprendeu em Drácula, é meio caminho para ver-se sozinho e indefeso em imóveis mal assombrados - porque mesmo os castelos da Trânsilvânia precisam estar com a papelada em dia, afinal.

Horários no cinema

Cinemark Pátio Savassi

SALA SESSÃO HORÁRIO
7 Leg. 12h40E, 14h50, 17h10, 19h20, 21h40, 00h00B
A - Somente sáb.
B - Somente sex. e sáb.
D - Somente dom.
E - Somente sáb. e dom.
J - Exceto dom. e ter.
L - Somente ter.
Q - Exceto sáb.
T - Exceto sáb. e dom.

Cineplex BH Shopping

SALA SESSÃO HORÁRIO
5 Leg. 11h30E, 13h40, 16h00, 18h20, 20h50

E - Somente sáb. e dom.

Multiplex Boulevard Shopping

SALA SESSÃO HORÁRIO
2 Leg. 14h00, 16h15, 18h30, 21h00

Multiplex Cidade

SALA SESSÃO HORÁRIO
8 Leg. 14h30, 16h40, 18h45, 20h50

Multiplex Del Rey

SALA SESSÃO HORÁRIO
6 Leg. 14h30B, 16h30, 18h40, 20h40, 22h40A
A - Somente sex. e sáb.
B - Exceto sex. e sáb.

Multiplex Minas Shopping

SALA SESSÃO HORÁRIO
5 Leg. 14h30, 16h40, 18h45, 20h50

Multiplex Via Shopping

SALA SESSÃO HORÁRIO
2 Leg. 14h30, 16h40, 18h45, 20h50

Shopping Norte

SALA SESSÃO HORÁRIO
4 Dub. 14h45, 16h45, 18h45, 20h45

Em A Mulher de Preto (The Woman in Black), Daniel Radcliffe  faz o jovem advogado e pai viúvo Arthur Kipps, cujo emprego está por um fio desde que a morte de sua esposa o desestabilizou emocionalmente. Ele precisa viajar para um fim-de-mundo no interior da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido, dono de uma mansão. A mulher de preto do título é o espírito maligno que Kipps encontra no vasto terreno, ora abandonado.


Dos longas que a Hammer Films - produtora britânica conhecida por seus terrores góticos na metade do século 20 - realizou desde que voltou sob nova direção em 2008, como Deixe-me Entrar e A Inquilina, A Mulher de Preto  é o que mais se aproxima da estética e dos temas consagrados da Hammer. Talvez venha daí a impressão de que seja um filme à moda antiga, preocupado não só com a direção de arte sinistra e com sustos de vultos, mas principalmente com a atmosfera.


Há poucos lugares mais propícios a um terror gótico do que o interior e o litoral da Inglaterra. Cotterstock Hall, a casa onde o filme se passa, que fica em Oundle, Northamptonshire, foi construída em 1658 e não parece ter mudado muito ao longo desses séculos - e o mesmo vale para os arredores. A Mulher de Preto se passa na era eduardiana, nos anos 1900, mas a produção deve ter mexido pouco na paisagem para recriar esse cenário de época.


Outra constante desse tipo de filme é o choque de comportamento; o protagonista quase sempre é da cidade grande - no caso de Arthur Kipps, Londres - e, por extensão, olha com ceticismo para as crendices místicas da "gente do campo". Não é difícil antever que A Mulher de Preto seguirá o receituário clássico, com Arthur Kipps tendo a lógica como única arma contra o inexplicável.


O diretor James Watkins faz um trabalho decente ao contextualizar A Mulher de Preto dentro dessa linhagem do terror, que tem na melancolia dos personagens o seu traço mais marcante. Os terrores góticos em geral, e os da Hammer em particular, não encaram o sobrenatural com surpresa, mas com resignação - como se questionar o destino, por pior que ele seja, fosse tão absurdo quanto questionar os direitos da realeza.


No fundo, embora exista esse aparente comodismo, é o rancor contra a aristocracia que move o subgênero. Não por acaso a Hammer prosperou com o terror gótico na Inglaterra pobre do pós-guerra, e não por acaso os "heróis" do gênero são esses eficientes burocratas que questionam posse e propriedade. É como se uma maldição à altura de sua ostentação fosse o castigo merecido dos ricos.


A maior qualidade de A Mulher de Preto - um filme de direção meio frouxa, com um Daniel Radcliffe esforçado - é perceber e retransmitir essa melancolia e esse rancor que surgem com a estagnação social.
Elenco do filme "A Mulher de Preto", estrelado por Daniel Radcliffe "O astro da série Harry Potter"
AtoresPersonagens
David Burke
AlisaAlice drablow
Daniel RadcliffeArthur Kipps
Janet McTeerDaily's wife
Shaun DooleyFisher
Liz WhiteJennet Humfrye
Misha HandleyJoseph Kipps
Aoife DohertyLucy Jerome
Ciarán HindsMr. Daily
Mary StockleyMrs. Fisher
Teresa ChurcherMrs. Hardy
Sidney JohnstonNicholas Daily
Paul J. DoveThe Village Butcher
Alexia OsborneVictoria Hardy